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Mastro
com bandeiras
(1965)
Bandeirinhas
- (Itália,
1896 - São
Paulo-SP, 1988).
Série Bandeirinhas de Alfredo Volpi Pintor
nascido em Lucca, Itália. Veio com a família ao Brasil,
fixando-se em São Paulo. Exerceu vários ofícios,
inclusive o de decorador de interiores. Em 1914 executa sua primeira
obra. Sua pintura caracteriza-se, até 1930, pela aproximação
naturalista das formas e cores, resolvidas de maneira impressionista
ou expressionista. Em 1925 inicia sua participação
em mostras coletivas. Conhece Mário Zanini em 1927, sobre
quem exerceu grande influência. Na década seguinte
aproxima-se do Grupo Santa Helena. Conheceu Ernesto de Fiori, que
iria influenciá-lo de maneira decisiva. Desenvolve a partir
de então um cromatismo mais vívido, em detrimento
da textura, quase translúcida. Participa em 1938 do Salão
de Maio e da I Exposição da Família Artística
Paulista, ambos em SP. Em 1939, após visita a Itanhaém,
inicia série de marinhas. Participa do VII Salão Paulista
de Belas-Artes em 1940. Em 1941, do XLVII Salão Nacional
de Belas-Artes do Rio de Janeiro, da I Exposição do
Osirarte e do I Salão de Arte da Feira Nacional de Indústrias,
em São Paulo. Faz sua primeira individual em sala alugada,
na cidade de São Paulo. Em 1950 volta a Itália na
companhia de Osir e Zanini. Seduz-se com a arte dos góticos,
principalmente Giotto. Substitui, nesse período, gradativamente
o óleo pela têmpera. Inicia, também, uma fase
construtivista, que compreende um período estático,
com fachadas e casas abstraídas, seguido a uma fase construtivista,
que se transforma nos anos 60, em esquemas óticos e vibráteis
puramente cromáticos, das bandeirinhas e fitas. Ganha, em
53, o prêmio da II Bienal Internacional de São Paulo,
com o qual adquire fama. Os geométricos paulistas o apontam
como seu precursor. Participa da XXVII Bienal de Veneza. Em 1956-57
participa da I Exposição Nacional de Arte Concreta.
Em 1957 tem sua primeira retrospectiva, no MAM - Rio. Em 1975, no
MAM - SP e em 1976 no MAC - Campinas. Em 1980, a galeria A Ponte,
em São Paulo, faz a exposição retrospectiva
Volpi/As Pequenas Grandes Obras/ Três Décadas de Pintura.
Em 1984 participa da mostra Tradição e Ruptura, Síntese
de Arte e Cultura Brasileiras, da Fundação Bienal.
Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP faz a exposição
Volpi 90 Anos. Morre em 1988, em São Paulo. Em 1993 a Pinacoteca
do Estado de São Paulo expõe Volpi - projetos e estudos
em retrospectiva, Décadas de 40-70. Em Bienais, participou
da I, II (Prêmio dePintura Nacional), III, IV (Sala Especial)
e XV. Participa da mostra Bienal Brasil Século XX, na Fundação
Bienal.
Fonte: Aguilar, Nelson (org.).Catálogo Bienal
Brasil Século XX. SP, Fundação Bienal, 1994.